Sobre mim
Nascida em Blumenau, autista diagnosticada aos 37 anos, mãe de um menino autista, casada com Diego a 19 anos, autora de dois livros, pré-candidata a deputada estadual por SC, formada em vestuário, teologia e cursando Gestão pública, fundadora da Associação blumenauense de pais e amigos dos autistas.
Por 23 anos me dediquei em trabalhos voluntários com crianças e adolescentes porque acredito que antes de melhorarmos o mundo para as próximas gerações precisamos melhorar a geração de agora para deixar para o mundo sendo para elas um modelo de amor, respeito e responsabilidade. Minha missão de vida é levar acolhimento e inclusão para as famílias atípicas catarinenses, missão esta que descobri quando me tornei mãe de uma criança autista e junto com os desafios da maternidade atípica veio o sentimento de estar sozinha. Decidi unir famílias atípicas para além de lutarmos por nossos direitos sermos rede de apoio uns dos outros promovendo integração e um ambiente de paz e segurança.
Ao longo de sua trajetória, a associação fundada em 2025 tem realizado cafés terapêuticos para mães atípicas, palestras informativas, ações de conscientização, grupos de apoio, passeios inclusivos, projetos de capacitação para mães, além de eventos sociais e beneficentes voltados ao fortalecimento das famílias. Também promovemos orientação sobre direitos, momentos de lazer para crianças e iniciativas que incentivam acolhimento, pertencimento e dignidade.
Minha paixão por política começou por volta dos meus 25 anos e penso que essa deve ser uma preocupação de todos, pois como disse Platão; "o maior castigo para aqueles que não se interessam por política é que serão governados pelos que se interessam". Atualmente dedico-me integralmente a cuidar do meu lar além de mobilizar as atividades propostas pela associação.
Vamos juntos construir uma Santa Catarina que acolhe!

Por que é importante a causa?
Vivência
As famílias atípicas e pessoas com deficiência convivem diariamente com desafios que muitas vezes permanecem invisíveis para a sociedade e para o poder público. Por isso, é fundamental que existam lideranças políticas capazes de falar com propriedade sobre essa realidade, não apenas através de dados e estatísticas, mas a partir da vivência, da escuta e do compromisso genuíno com quem enfrenta essa caminhada todos os dias. Representar essa causa é lutar por inclusão, acesso a terapias, educação adequada, acolhimento emocional e políticas públicas que garantam dignidade às pessoas com deficiência e suas famílias. Quando famílias atípicas têm voz nos espaços de decisão, toda a sociedade avança em humanidade, empatia e justiça social.
Após uma vida inteira tentando compreender por que tudo parecia tão intenso dentro de mim, antes mesmo do meu diagnóstico, eu já conhecia o peso do cansaço emocional, da sobrecarga, da solidão e da sensação de não ter para quem pedir ajuda. Sendo mãe de um menino autista e tia de outra criança autista, foi justamente dentro da minha própria casa que nasceu a compreensão mais profunda sobre os desafios enfrentados pelas famílias atípicas.
Estudos apontam que mães atípicas possuem índices significativamente maiores de ansiedade, depressão e adoecimento emocional devido à intensa rotina de cuidados, à sobrecarga mental e à falta de rede de apoio. Eu sei exatamente o que isso significa porque vivi essa realidade na pele. Sei o que é enfrentar noites sem dormir, crises emocionais, medo do futuro e, muitas vezes, sentir-se invisível diante da sociedade. Hoje, minha missão é lutar para que famílias atípicas tenham voz, acesso, dignidade e políticas públicas mais humanas. Porque quando cuidamos de quem cuida, transformamos não apenas uma família, mas toda a sociedade.